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Tide – ecobag que também serve como lista de compras

São Paulo já tem uma Lei que proíbe os estabelecimentos de darem sacolas plásticas para os clientes. Nos Emirados Árabes, é calculado o uso de mais de 2 bilhões de sacolas plásticas por ano.  Para convencer a população a trocar a sacola plástica comum por uma sacola retornável (ecobag), a Leo Burnett MENA, de Dubai, criou para a marca de sabão em pó Tide, uma ecobag que serve também como lista de compras. Depois de usar, é só lavar. Uma ideia simples, mas que caiu no gosto da população e gerou mídia espontânea em todo o mundo, como você confere abaixo:

KAWS x Hennessy V.S Cognac

Depois de sua parceria com a cerveja Dos Equis (confira abaixo), o artista americano KAWS apresenta um novo projeto colaborativo, agora com a casa francesa de conhaques Hennessy, que tem como característica de sua marca apresentar garrafas diferenciadas, bonitas e icônicas.

Neste projeto o artista criou uma garrafa do V.S Cognac exclusiva para a Henessy, com edição limitada de 420 mil garrafas, todas numeradas e carregando a arte de KAWS.

As vendas devem começar junto com o lançamento oficial em setembro, mas há pouco tempo atrás rolou uma festa especial em Nova York para apresentar a garrafa que você confere acima. Abaixo você assiste ao vídeo contando um pouco sobre a experiência do artista em sua visita à fábrica da Hennessy. Confira:

KAWS x Dos Equis

O vídeo documentário abaixo mostra o processo de criação da nova embalagem da cerveja Dos Equis, numa parceira com o artista Brian Donnelly, mundialmente conhecido como KAWS, que tem como marca registrada o uso de dois X em suas criações (toys, posters, camisetas e mais), que caiu muito bem com o nome e logo da cerveja.

No vídeo você confere um pouco sobre a produção da cerveja, o trigo, as máquinas, as garrafas e também um pouco sobre a criação do artista, em seu estúdio, além, é claro, do trabalho final: duas garrafas exclusivas e customizadas.

Via Direto do Forno

Airwalk – Invisible Pop Up Store

A Invisible Pop Up Store foi criação da GoldRun junto com a Y&R para promover uma edição limitada de modelos de tênis da Airwalk. Através de conteúdo em redes sociais e um app mobile, as pessoas presentes nos locais indicados – Washington Square Park em NY e Venice Beach em LA (local frequentado pelo target) – tinham acesso a um conteúdo exclusio via realidade aumentada que tornava possível ver e comprar os tênis diretamente de seus gadgets. Projeto muito interessante, de baixo custo e muito bem executado.

Alpargatas – Nova Identidade Visual

A Alpargatas está passando por uma mudança na sua identidade visual. A nova marca mantém o triângulo, em referência à letra “A”, mas passa a ser formada por oito pequenos triângulos coloridos, em uma metáfora à diversidade dos produtos fabricados pela companhia. Além disso, a tipografia ganha formas levemente arredondadas.

Conduzida pela consultoria Interbrand, a renovação foi feita para acompanhar a estratégia de crescimento da companhia e consolidá-la como uma gestora global de marcas. O processo de criação durou sete meses, e o novo logotipo já está sendo adotado internamente, em crachás, cartões de visita e na assinatura de e-mails.

A adoção completa da nova marca, que inclui a renovação das embalagens e a comunicação nas fábricas no Brasil, Argentina e Uruguai, deve ser concluída nos próximos meses.

A nova identidade visual vem logo após a modificação na razão social da companhia. Antes chamada São Paulo Alpargatas – nome com características regionais -, a empresa passa a ser Alpargatas S.A. A alteração facilita a universalização do nome da companhia e o aumento da sinergia entre suas operações no Brasil e na Argentina.

Com 104 anos, a Alpargatas já mantinha o mesmo logotipo – o triângulo com uma bola no meio – desde 1958. A marca passou por pequenas modificações nas cores em 2000.

MINI Countryman exclusivo do Kiss para ajudar na reconstrução do Japão

Em mais uma iniciativa interessante para ajudar na reconstrução do Japão, a agência Butler Shine Stern & Partners criou um projeto que une os fãs do Kiss e os fãs da marca MINI. A partir do dia 29 de maio eles poderão participar de um leilão no eBay para possuir um dos quatro modelos exclusivos MINI Countryman com pintura especial assinada pelos integrantes no Kiss.

The Economist nomeia Havas Digital para vender impresso e digital

A revista britânica The Economist, uma das mais importantes publicações do mundo, acaba de contratar a Havas Digital nos Estados Unidos para a venda de assinaturas em mídia impressa, digital e também no iPad.

Há muito tempo, os publishers já enfrentam o desafio de aumentar a base de assinantes do impresso. O contrato com a Havas demonstra um esforço para tornar o assinante digital um gerador maior de assinatura. Os publishers têm tido sucesso crescente na adesão de assinantes por meio dos canais digitais sobre os quais a Havas Digital tem experiência.

O que não se sabe é se The Economist se encaminha no sentido de aceitar os termos da Apple para o modelo de assinatura do iPad. Quando a Apple apresentou seu sistema de assinaturas para o tablet, em fevereiro deste ano, muitos publishers recusaram o modelo ao considerar que a Apple tem acesso aos dados dos assinantes e também a um naco de 30% da receita gerada pela assinatura. A revista Popular Science, no entanto, foi uma das publicações que adotou o modelo da Apple e, até agora, afirma ter vendido mais de 10 mil assinaturas no iPad (outros veículos, como o Financial Times, no entanto, questionam o modelo da Apple e podem, inclusive, ter que retirar seu aplicativo da App Store se não chegarem a um consenso com a empresa de Steve Jobs).

Até o momento, The Economist não é vendida no modelo de assinaturas previsto na App Store, dentro dos parâmetros estabelecidos pela Apple em fevereiro. A Havas Digital não comentou o assunto. Os publishers, inclusive os do jornal The New York Times, têm feito testes com assinaturas digitais, na tentativa de obter novos fluxos de receita. A revista The Economist cobra, atualmente, US$ 110 para a assinatura digital, o que incluo o acesso a todo o conteúdo online, móvel e também para iPad. A assinatura anual de impressão digital sai por US$ 127.

A equipe da Havas para a mídia digital da The Economist inclui a Media Contacts, a agência criativa Archibal Ingall Stretton e a agência de mídia social Cake. O contrato com a Havas Digital não afeta o acordo que a revista tem com a BBDO, que é a agência de publicidade da marca para a Europa e também para os Estados Unidos.

Coca-Cola Zero – Vida de milionário

Coca-Cola Zero lança o “Leilão Impossível”, promoção que irá escolher um consumidor, com três amigos, para “levar uma vida de milionário” durante uma semana. Os candidatos terão que provar que estão dispostos a fazer o impossível para conquistar o privilégio.

Para ser selecionado, o participante deverá postar “lances inimagináveis”, como depilar todos os pelos do corpo ou doar a coleção de discos. Os candidatos serão votados pelo público nas redes sociais. Os dez primeiros formarão um ranking e serão avaliados por um júri de VJs da MTV, que apontará o lance mais impossível.

Os aspirantes à experiência de milionário podem dar seus lances pelo site de Coca-Cola Zero.

Depois, pode começar a campanha por votos, em redes sociais como Facebook, Twitter e Orkut, e acionar os contatos para ficar entre os mais votados. O escolhido terá que pagar o lance em rede nacional, durante o programa Furo MTV. A criação é da agência JWT e está sendo implementada na MTV, no rádio, e na internet. A criação digital é da Gringo.

Provocando Movimentos Culturais

Uma das ideias mais bacanas que ouvi no ano passado (apesar de não ser tão recente) foi a dos movimentos culturais como forma de construir grandes marcas, apresentada pela Ilana Bryant, Chief Strategy Officer da Strawberry Frog no Maximidia 2010 e pelo Scott Goodson, fundador da agência, no seu blog.

Scott conta que se convenceu há alguns anos de que a melhor maneira para ganhar mercado e conquistar consumidores fiéis é se conectar com movimentos culturais que estão acontecendo no mundo. Ele acredita também que essa abordagem pode oferecer uma nova forma dos negócios entrarem com profundidade na cultura, tratarem de assuntos sociais, se aproximarem dos consumidores e dos seus interesses, além de, em alguns casos, se tornar parte de algo valioso e importante. Por isso mesmo, transformou essa crença no posicionamento da agência, e vem desenvolvendo cases bem interessantes com base nesse pensamento.

Ele define movimentos culturais como algo que envolve um grupo de pessoas com pensamentos parecidos que se reúnem em torno de uma ideia ou paixão compartilhada e, geralmente, tentam proporcionar algum tipo de mudança. Como exemplo, ele cita os puristas que se dedicaram à Apple e tentaram fazer com que todos os seus amigos deixassem de usar PCs, as pessoas que protegem animais das mais diversas maneiras, aqueles que fazem de tudo pela inovação aberta, e até mesmo os roqueiros cristãos que vem pregando através desse estilo musical. Segundo ele, existe, pra quase todo tipo de paixão, um movimento.

Essa noção de pessoas formando movimentos não é nova, conta. No entanto, a proliferação de mini movimentos é algo recente – proporcionado pelas mudanças na mídia. A internet e, especialmente, o crescimento das mídias sociais, tornou incrivelmente fácil encontrar e se conectar com pessoas que compartilham crenças. Essa tecnologia torna possível para um grupo, uma vez formado, se organizar, planejar e agir. Além disso, enquanto as pessoas estão mais conectadas online, estão cada vez mais desconectadas da vizinhança e de outros hubs tradicionais de antes. Assim, parecem buscar mais significado e propósito em um mundo que se torna cada vez mais turbulento e estressante.

No entanto, os movimentos não acontecem apenas espontaneamente. Podem ser impulsionados ou incentivados. E é aí que a agência vem atuando. Um exemplo é o movimento Boomer Coalition, criado para Pfizer, que unia os Baby Boomers em torno da luta contra doenças cardiovasculares (videocase logo abaixo). Quando se identifica a grande ideia com a qual você quer alinhar sua marca, ela deve combinar com a identidade corporativa e valores – uma ideia na qual você realmente acredita sem ser falso sobre isso – autenticidade é essencial, diz.

Pfizer – Boomer Coalition on Vimeo

Um exemplo brasileiro, apresentado pela Ilana Bryant, foi o das colas Pritt. A agência desenvolveu uma campanha para criar uma maior aproximação entre pais, filhos em idade escolar e seus professores. Para isso, patrocinou workshops em que os pais participavam de atividades juntos aos pequenos, em que a cola bastão era frequentemente utilizada. O case, que pode ser visto logo abaixo, teve eficácia comprovada, ao ser premiado no Effie Awards brasileiro em 2010.

Case Study Pritt on Vimeo

Outro case apresentado por ela foi o Earth Hour, criado pela Leo Burnett, no qual uma campanha global de conscientização sobre o aquecimento do planeta fez com que 200 milhões de pessoas em todo mundo apagassem suas luzes por um minuto no dia 26 de março. Segundo ela é a maior prova de que podemos conectar milhões de pessoas através de uma causa com grande potencial de mobilização.

Outro exemplo da StrawberryFrog é a campanha recente que fizeram para o lançamento do Smart, carro compacto da Mercedes. Foi criado o movimento Against Dumb, em prol dos carros inteligentes (smarts), feitos para desafiar nosso instinto pelo consumo excessivo. A ideia foi reunir pessoas um pouco mais inteligentes quando o assunto é escolha do que comprar, sempre questionando se ‘mais’ e ‘maior’ são realmente o mesmo que ‘melhor’.

Smart Car – Against Dumb on Vimeo

Segundo o Scott, é preciso entender as necessidades das pessoas para realmente levar um movimento adiante – e oferecer a elas o que precisam. Isso pode implicar em ser curador de cultura, oferecer contexto e expertise, ou prover uma plataforma onde as pessoas conseguem organizar e construir uma comunidade. Esse novo modelo é construído em torno de ouvir, compartilhar, facilitar. Segundo ele, se sua marca faz isso, as pessoas vão confiar o suficiente para deixar você ser parte do seu movimento cultural. E quando isso acontece, sua marca terá conquistado nessas pessoas o tipo de respeito e credibilidade que a propaganda não entrega. Sua mensagem será compartilhada entre pessoas que confiam e ouvem umas as outras, muito mais do que confiam em comerciais. É por isso que a StrawberryFrog acredita que, no futuro, o movimento será a mídia.

Para finalizar, seguem seis pontos que a Ilana apresentou como princípios para iniciar o processo de movimentos culturais. São eles:

1 – Qual o papel que a marca tem na cultura dos consumidores?
2 – Catalisar em um objetivo comum cultural.
3 – Ativar a ideia da marca, e não apenas transmití-la.
4 – Usar broadcast como um megafone para o seu movimento.
5 – Provocar e acender um senso de comunidade.
6 – Verificar se o movimento é “always on” e promove a co-criação.

Via CHMKT

Starbucks e a Tendência Minimalista

Recentemente foi lançado, em comemoração ao 40º aniversário da marca, o novo logo da Starbucks. A gigante dos cafés parece ter percebido o que Apple, Coca Cola e Nike já perceberam há algum tempo: que quando todos gritam, a única coisa que se ouve é um ruído que mais atrapalha do que ajuda.

Essa transformação nos logotipos é uma tendência que segue a filosofia do “menos é mais”. Por isso, grandes e pequenas marcas estão aderindo à limpeza em suas assinaturas, tornando-as chamativas pela simplicidade em meio ao caos.

Basta que se observe a evolução do logo da Apple – e também a experiência que se tem com seus produtos, embalagens e loja – para que se perceba a relevância da simplicidade. A Starbucks retirou as palavras “café” e o próprio nome do logo. Dessa forma, além de ampliar seu mercado, excluiu a redundância que existia, já que a marca é sinônimo do seu produto.

Versões minimalistas de outras marcas podem ser encontradas no site da Antrepo, que fez uma experiência criando variações mais limpas e menos bagunçadas de embalagens de produtos tradicionais. A limpeza progressiva pode mostrar como os produtos se tornam mais chamativos a medida que se excluem os ruídos visuais.

Via AdAge

Newcast – Branded Romance

Lady Gaga se tornou um grande fenômeno nos últimos tempos, somando milhares de visitas em seus vídeos na internet e gerando muito buzz a cada novo clipe ou performance pública. Mesmo sendo uma estratégia planejada, a Newcast, o braço por trás de branded content e entretenimento da VivaKi, resolveu esmiuçar um pouco mais esse assunto no vídeo e na apresentação (ambos em inglês).

Resumidamente, as lições de Lady Gaga são:

1. Conte uma história coerente, completa, com caráter e visão. Sua equipe estratégica deve sabê-lo e apoiá-lo fluentemente.

2. Convide o público para participar. Provoque, ouça e reaja – com conteúdo de qualidade as pessoas irão apreciar.

3. Conecte o conteúdo. Construa relacionamentos com marcas / fornecedores de conteúdos que complementam a sua. A personalidade deve ser multi-facetada e prazerosa para descobrir e para se desenvolver.

4. Pesque onde os peixes estão. Conteúdos devem ser livres para circular, para produzir um trabalho contagiante. Deixe os usuários participarem, renovarem, comentarem e compartilharem onde eles quiserem. (Isto soa como senso comum, mas não é).

5. Reinvente o seu negócio. Forme ligações que façam sentido a longo prazo para o seu mercado específico. Gaga esticou a sua marca através do patrocínio de batom MAC, desenhando para os fones de ouvido “Heartbeats by Dre”, e assinando como diretora criativa da Polaroid – mantendo os fãs e mantendo-se em foco. (Ela também usou sua loja on-line como um filtro de doação de 24 horas para o Haiti, promovendo-o através do Twitter.)