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Mais uma do Facebook – Facebook Studio, espaço dedicado aos publicitários

No próximo mês, o Facebook coloca no ar uma página voltada ao universo publicitário, na intenção de integrar os criativos para ajudá-los a desenvolver campanhas diferenciadas dentro da rede social.

O Facebook Studio foi pensado porque, de acordo com a recém-contratada gerente de marketing do site, Jennifer Kattula, uma das maiores reclamações acerca do Facebook é que ele possui praticamente um formato único de propaganda, que não permite som ou vídeo, além de ter um tamanho muito pequeno.

Executivos de diversas agências foram até o escritório do Facebook na Califórnia para discutir com o diretor de engenharia do site, Andrew ‘Boz’ Bosworth, o que poderia ser feito. Segundo ele, a ideia é fazer com que novas campanhas surjam até o natal, pois é a época em que a maioria dos usuários estará voltada ao assunto.

Com a página, os criativos poderão exibir e compartilhar ideias com outros colegas de profissão para, como definiu Bosworth, fazer com que as campanhas sejam mais do que um apanhado de números. O Facebook espera que a iniciativa faça com que as marcas valorizem ainda mais o recurso que transforma pessoas em seus “fãs” e as ajudará a conquistá-los com mais facilidade.?

Facebook analisa conversa em tempo real para segmentar anúncio

Pela primeira vez o Facebook começou a analisar as conversas em tempo real para assim segmentar os anúncios. O modelo de entrega está sendo testado em apenas 1% dos usuários da rede social em todo o mundo. Isso representa um grupo de seis milhões de pessoas. Por exemplo: o usuário que atualizar seu status com “Mmm, eu poderia ir hoje à noite comer pizza”, poderia ter um anúncio ou um cupom da Domino’s, Papa John’s ou Pizza Hut.

O Facebook tem fornecido anúncios segmentados com base em mensagens feitas no mural e nas atualizações de status, mas nunca em tempo real. Em geral, as mensagens dos usuários e suas atualizações são coletadas em um formato agregado. Palavras-chave é uma pequena parte dessa equação, mas o Facebook diz que às vezes as palavras não são usadas ??em tempo real. A companhia disse que entregar anúncios baseados em conversas dos usuários é um algoritmo complexo que está sendo continuamente aperfeiçoado e modificado. O verdadeiro objetivo deste teste é descobrir se esses tipos de anúncios podem ser entregues rapidamente.

O Futuro da Mídia

O próprio tema do evento já diz: The book (and the magazine) is on the TabletUm gadget que contém o futuro da mídia. Para falar sobre o futuro e também sobre o presente foram convidados Nicholas Serrano, diretor de Plataformas Digitais do Grupo Estado, Manoel Lemos, diretor geral Digital / Abril Mídia, e, Youssef Mourad, CEO e fundador da Digital Pages. A moderação do debate, que aconteceu para mais de 70 convidados, em São Paulo, ficou por conta de Marcelo de Salles Gomes, Vice-Presidente Executivo do Grupo M&M.

Serrano explica que tudo é muito novo e existem milhares de perguntas a serem respondidas ainda, pois quase que todos os grupo de mídias estão testando, provando e tentando encontrar o caminho. “A preocupação no Grupo Estado é o modelo de negócio. Inicialmente saíram de forma gratuita para o consumidor testar e experimentar, mas não acredito que seja esse o modelo. Tem que ter algo baseado em assinatura, algo cobrado”.

Já para Lemos, a indústria está vivendo um momento e é a maior transformação que poderia passar, pois não existe clareza do que será enfrentado nos próximos anos. “A Abril está com a seguinte preocupação, sabendo dessa mudança, como é que isso impactará com o que trabalhamos hoje. Como é que vamos produzir, como é que vamos monetizar e com que plataforma vamos trabalhar, pois não vamos conseguir atuar em todas”.

Segundo Mourad, a evolução que está acontecendo no mundo é muito importante, sendo necessário encarar isso com o que tem de inédito e bechmarking. “Eu vejo muitos veículos correndo para ter um aplicativo no iPad que oferece menos que o seu site pode oferecer. Será que esqueceram que o site do veiculo é consumido no iPad”, finaliza.

Via ProXXIma

State of News Media 2011 – Startups e software como mídia são destaque

Nesta segunda-feira, foi publicada a versão 2011 do State Of News Media, estudo anual sobre tendências na área de mídia, produzido pelo Pew Research Center Project for Excellence in Journalism. O relatório é voltado ao mercado dos EUA, mas vale dar uma olhada em alguns pontos.

Segundo o material de divulgação do estudo, os destaques são um aumento na produção de conteúdo próprio na web e o fato de que, pela primeira vez, as pessoas preferem adquirir informações por meio da web (46%) do que via jornais impressos (40%).

AOL e Yahoo! são citadas como exemplos de empresas que passaram a investir nessa produção de conteúdo próprio e deixaram de ser apenas agregadoras de informações. Em 2010, ambas contrataram dezenas de jornalistas, montaram projetos de jornalismo e uma rede de correspondentes nos EUA.

Outro destaque é que o faturamento de publicidade online nos EUA superou a receita com anúncios de jornais impressos. No entanto, essa publicidade online nem sempre está associada a “conteúdo jornalístico”, o que não é um bom sinal para as empresas de jornalismo.

Em alguns pontos, o estudo repete algumas tendências reveladas em anos anteriores, como encolhimento das redações de jornais impressos nos EUA, além do crescimento do uso dos dispositivos móveis (aka celulares e tablets) para consumir informação.

No entanto, para variar, o mais interessante do State Of News Media não está nos “destaques oficiais”, mas nos detalhes.

Um deles consiste no fato de que algumas empresas de mídia estão concretizando uma tendência já indicada em outros estudos – a aquisição e o fechamento de parcerias com “startups de jornalismo” (pequenas empresas iniciantes focadas em inovação).

Cada vez mais, as startups são vistas como uma forma de trazer vitalidade e novas ideias para o “ecossistema de informação”.

Em 2010, a NYTimes Company fechou parcerias com duas delas. Vivian Schiller, diretora geral da NPR, declarou que startups são importantes para o futuro das organizações de jornalismo, pois são capazes de trazer inovação de fora.

Há 2 anos, a AOL comprou a Path, voltada a notícias locais, e, neste ano, levou para debaixo de seu chapéu o Huffington Post e a Outside.In, startup criada pelo escritor de cultura digital Steven Johnson.

Outro dado do estudo é que, para atingir leitores e anunciantes, as empresas de jornalismo necessitam cada vez mais de “intermediários”  – Facebook, empresas de softwares, agregadores de conteúdo (Google News) e lojas de aplicativos com as suas próprias regras de receita e conteúdo.

É a 1ª vez que o relatório sobre jornalismo trata software como mídia, no sentido de que as pessoas atualmente utilizam softwares não somente como se estivessem acessando mídia, mas por que eles se tornaram um dos principais intermediários da comunicação e da produção de conteúdo.

Esse cenário impõe um desafio às empresas de jornalismo, pois quanto mais intermediários, maior a necessidade de divisão de receita e da base de dados sobre a audiência. O acesso a essa base de dados é essencial,  pois, segundo o estudo, as organizações de mídia mais bem sucedidas serão aquelas que melhor souberem entender o seu público.

E, para entendê-lo, é necessário não somente o acesso a esses dados, mas também fazer uma leitura correta deles. No entanto, tecnologias e conhecimentos para tal leitura estão cada vez mais em empresas fora da área de jornalismo (Google, Apple, Amazon etc).

Crédito da foto: HHhales
Via Tiago Dória Weblog

A disputa pela 2ª tela durante o Oscar

Pelo visto, na cerimônia do Oscar deste ano houve uma grande disputa para saber quem seria a “2ª tela” durante as transmissões do evento. Com o hábito de assistir TV e, ao mesmo tempo, navegar na internet tornando-se comum, é normal que aconteça essa competição (a TV como tela principal e diversos sites, aplicativos e dispositivos disputando o papel de 2ª tela).

A emissora de TV ABC e a produção do Oscar desenvolveram sites e aplicativos para ser utilizados antes, durante e após a transmissão na TV. No entanto, não foram os únicos. O NYTimes, por exemplo, colocou no ar um videocast feito para ser visto durante os intervalos da transmissão na TV.

1) Conforme o prometido, o aplicativo da ABC para iPad trabalhou com o conceito de consumo simultâneo de conteúdo (TV e dispositivos móveis), mostrando 8 câmeras exclusivas dos bastidores da cerimônia do Oscar. O decepcionante é que existia uma diferença muito grande na qualidade da transmissão de uma câmera para a outra.

2) O NYTimes fez um liveblogging bem completo. Integrou tweets da audiência. Usou um aplicativo integrado ao Facebook que permitia fazer apostas em quem ganharia o Oscar.

O interessante é que, durante os intervalos da transmissão na TV, o NYTimes entrava na web com um vídeo ao vivo, direto da redação, com comentários sobre o Oscar. O colunista de mídia David Carr e o crítico de cinema Anthony Oliver Scott apresentavam o “talkshow do intervalo”.

3) Semelhante a Ashton Kutcher em outros eventos, James Franco, apresentador do Oscar, fez transmissões ao vivo com o celular direto dos bastidores e do próprio palco da cerimônia.

Pelo menos no Twitter, o ator roubou a cena.

4) O E!Online colocou no ar um agregador de tweets sobre o Oscar, que acabou servindo como termômetro do evento. Enquanto escrevia esse post, mais de 1 milhão de tweets sobre o Oscar foram publicados e James Franco foi o ator que mais recebeu comentários no serviço de microblogging.

Via Tiago Dória Weblog

Burberry – desfile ao vivo no Piccadilly Circus em Londres

A Burberry usou a tela digital de 32 metros no Piccadilly Circus em Londres para transmitir ao vivo o desfile da sua coleção Prorsum Outono Inverno 2011. Foi a primeira vez que um evento foi transmitido ao vivo no painel.

O desfile, que aconteceu na última segunda-feira, também foi transmitido mundialmente nas lojas da marca em todo o mundo, criando eventos virtuais onde o público podia clicar e comprar o que via nas passarelas. Os espectadores também podem baixar músicas do desfile através de um serviço on-demand no Burberry.com usando a tecnologia do iTunes. Confira abaixo um vídeo que documenta um pouco da ação:

Red Bull – Street Art View

Em um mashup com o Street View do Google, Red Bull Street Art View é uma coleção colaborativa de arte de rua pelo mundo. Seria loucura ficar navegando nas ruas apenas online e cadastrar, apesar de possível, é claro, mas o mais legal deve ser procurar no mapa e marcar aquele muro que você acabou de ver na volta pra casa ou durante uma viagem.

Além do mapa, é possível ver os pontos marcados selecionando por artista. Já tem vários, como Os Gêmeos e Banksy, por exemplo. O projeto é brasileiro, criado pela Loducca.

Via B#9

Anúncio impresso 3D

Para promover o filme The Ultimate Wave, que utiliza a tecnologia 3D, a agência canadense Cossette criou um anúncio impresso que simula o mesmo efeito especial do filme.

Publicada no jornal Métro, a peça, quando vista com o papel plano, mostra o surfista Kelly Slater pegando uma onda, enquanto que, com o papel enrolado, ele está saindo de um “tubo”. Um belo exemplo de inovação em mídia impressa, sem deixar de ser simples.

Via I Believe in Advertising

No mundo do Grátis, quem paga a conta do conteúdo?

Numa era de muito conteúdo e pouco tempo, em meio à cultura do ‘grátis’, uma questão vital preocupa os veículos: se os meios tradicionais de remuneração do conteúdo encolheram, e ainda faltam novos modelos de receita, como fica a sobrevivência da mídia? E qual nosso papel como leitores, marcas e anunciantes no futuro da produção intelectual?

Durante o Digital Age 2010, Michel Lent Schwartzman, da Ogilvy Interactive, fez uma apresentação onde tenta responder essas e outras questões que estão por trás do sucesso nos meios digitais.

Motorola – Barômetro de Consumo de Mídia 2010

A Motorola, por meio de sua unidade de negócios Home & Networks Mobility, anuncia alguns dos resultados de seu “Barômetro de Consumo de Mídia 2010“, estudo realizado pela consultoria StrategyOne para investigar como os europeus consomem conteúdo de vídeo.

A pesquisa, que entrevistou 3,5 mil europeus, detectou a necessidade que todas as gerações têm de controlar e personalizar suas experiências de conteúdo. Do total, 69% afirmaram se sentir frustrados por ter de buscar, entre tantas opções, aquilo que é de seu interesse.

No Reino Unido, 87% compartilham conteúdo regularmente entre seus dispositivos, enquanto estão em movimento e em casa. Já 70% assistem à televisão semanalmente, número maior que a média europeia, de 62%.

A pesquisa detectou crescimento no número de telespectadores daquele país que acessam conteúdos em outros meios: 52% assistem a vídeos ao vivo pela internet; 34% veem TV sob demanda; e 29% fazem downloads de vídeos da internet ao menos uma vez por semana.

A Suécia é o único país, entre os consultados pela Motorola, onde programas transmitidos ao vivo pela TV não dominam as preferências. Lá, os entrevistados disseram que preferem vídeo ao vivo ou streaming pela internet (48%) à televisão com conteúdo ao vivo (28%).

A pesquisa também indica que as gerações interagem nas redes sociais: os jovens do novo milênio (que nasceram a partir de 1982), os da Geração X (nascidos entre 1965 e 1981) e os baby boomers (nascidos entre 1946 e 1964).

Quando os usuários de todas as gerações foram consultados a respeito dos dispositivos que gostariam de utilizar para acessar mídias sociais, 70% responderam que seria por meio da televisão. Computadores (71%) e telefones móveis (84%) seriam os métodos mais populares de acesso.

O compartilhamento de conteúdo é mais comum entre os jovens do novo milênio (87%), mas os da Geração X e os baby boomers também compartilham regularmente conteúdo (72% e 57%, respectivamente). A ação é feita por meio de várias telas e aparelhos em casa, consoles e televisores. Os computadores e os telefones móveis são os equipamentos mais utilizados para esse fim (43%).

Os consumidores que procuram acesso a conteúdos por meio de diversos dispositivos têm uma demanda maior na Espanha (77%) e no Reino Unido (69%).

Confira abaixo um vídeo com Dan Moloney, presidente da unidade de negócios Home & Networks Mobility da Motorola.