
A tecnologia móvel, sem dúvida, ajudou a criar uma interação mais profunda entre pessoas e marcas. Nem sempre é fácil acertar, mas como esperamos que o uso da internet móvel superem as conexões de desktop nos próximos anos, as empresas não podem esperar para criar estratégias móveis.
Confira abaixo cinco dicas sobre o mercado mobile retiradas do Ad Age Digital Conference:
1) Obter dados
“Pode-se aprofundar as relações com os dados,” disse Kevin Ryan, CEO do Gilt Groupe’s, que viu a proporção das receitas das vendas totais atribuíveis ao mercado móvel aumentar 25% desde o desenvolvimento de uma plataforma para dispositivos portáteis.
Dennis Crowley (foto), CEO e co-fundador do Foursquare, explica que ao recolher e analisar dados, a empresa pode fazer um mapa da atividade do usuário por critérios, tais como hora, dia e categoria. Por exemplo, ele atualizou que a hora do jantar e as atualizações relacionadas com os alimentos são as mais comuns. Usando essas informações, as empresas “podem começar a prever comportamentos” e “usar os dados para descobrir onde as pessoas estão em diferentes momentos”, explica Crowley.
2) Saber o que seu consumidor quer
Jake Mintz, co-fundador da Bump Technologies, diz que a aplicação do IOS é a sétima mais baixada, sendo o foco conectar o mundo digital com experiências físicas do consumidor.
Mintz visa “proporcionar melhores experiências com base no que você sabe sobre uma pessoa ou interação”, explicou. Ele perguntou: “Por que eu deveria ficar na fila no Starbucks, quando eu peço a mesma coisa o tempo todo?” Em vez disso, Bump está trabalhando com experiências de compra para os clientes com base no histórico e preferências. Imagine entrar em um supermercado: quando o cliente chegar, já identifique, assim o varejista terá conhecimento específicos sobre ele. Talvez ele é vegetariano, e sempre gosta de comprar produtos orgânicos. Ele pode fazer uma ordem de um menu de opções e pagar imediatamente, sem ficar no supermercado.
3) Satisfazer instantaneamente
“É o desafio mais difícil”, admitiu Mintz, que está trazendo a “gratificação instantânea, um valor imediato para o usuário”. A tecnologia permite que dois usuários de telefones celulares consigam trocar informações simplesmente tocando seus aparelhos, e a empresa está trabalhando como melhorar a experiência do consumidor.
Assim se as pessoas viajam juntas podem compartilhar fotos, sem se conectar em alguma plataforma, como e-mail ou Skype. Ao criar uma lista de bandas, por exemplo, os usuários poderiam tirar proveito de shows apenas “esbarrando os aparelhos”.
4) Global
Livrar-se das mentalidades baseada nos EUA. Durante a discussão, aprendemos que mais da metade das pessoas que usam a tecnologia da Bump residem fora os EUA, com bases no rápido crescimento de mercados como Hong Kong e Coréia. Da mesma forma, o mapa de uso do Foursquare foi notavelmente global, com uma pegada forte, não apenas no mundo desenvolvido (EUA, Europa, Japão), mas também no sudeste da Ásia, Oriente Médio (Israel, o mais proeminente) e América do Sul.
5) Fique na frente
Muitas dessas lições vieram por meio de experimentação, mas isso não é uma desculpa para sentar e observar o mercado se aperfeiçoar. Como Ryan apontou – “receber os clientes de alguns anos a partir de agora será mais difícil”, por isso há uma necessidade real “para ser criativo e mais agressivo.”
Embora a tecnologia não seja perfeita, funciona muito bem e é importante saber como evolui. Para Mintz, a questão é simples: “O que você acha que sabe sobre seus usuários está errado e só você vai saber se eles disserem que perderam tempo.”